Há dias, fui com um amigo meu ao Forúm de Almada ver uma exposição.Correu tudo bem, até chegar-mos ao meu carro, que se encontrava na garagem do Centro Comercial.
Habitualmente sou eu que conduzo, mas naquele dia ele quis conduzir. Pois muito bem, ele dirigiu-se à porta do condutor e eu à do pendura, como é natural.
Eis que se não quando ele começa aos gritos, e eu calculei que se tivesse entalado na porta. Dei de imediato a volta ao carro, e o que aconteceu foi que ele ao entrar para o carro torceu o joelho. As dores eram muitas e ele não parava de gritar.
O Sr. assim fez, e rapidamente os socorristas chegaram ao pé de nós, tentaram ver o que seria, e imobilizaram-no de imediato. Ainda foi para a sala deles, onde lhe colacaram gelo, enquanto aguardávamos a chegada da ambulância para o levar para o Hospital Garcia da Horta, em Almada.
Como já todos sabem a política que impera é a do “Eu quero, posso e mando”.
Logo que ele entrou de maca, ficou no meio do corredor à espera que viesse alguém da Triagem, para o encaminhar.
A “Triagem” naquele hospital funciona de uma forma muito peculiar, deve ser por telepatia, adivinhação, não sei bem!
O que sucedeu, foi que os “amigos” da triagem chegaram ao pé dele e perguntaram-lhe o que é que tinha acontecido.
Entretanto chegaram pessoas da família ,( Mãe, irmã e sobrinhos), e os sobrinhos, a mãe e a irmã foram canalizados para a sala de espera, mas antes da maca ir para a "Sala de Pânico a irmã" quis ver como o irmão estava, o mesmo se passou com os sobrinhos e com a mãe.
Mas, em breves segundos chega lá um segurança, que devia pensar que era administrador do hospital, e com um tom altamente mal criado dirigiu-se a nós dizendo que não podíamos ali estar, muito menos os miúdos que tinham que ir para a sala de espera.
Aí ele vira-se para mim e diz: “ Mas o que é que tu queres”????
Aí a sorte dele foi a mãe do meu amigo me ter agarrado, se não embora eu seja contra a violência, tinha-lhe mandado um banano no focinho, para ele perceber quem lhe paga o ordenado.
Já estava ali há quase 3 horas sem saber de nada do que estava a acontecer.
A certa altura uma Senhora abre a porta da Sala de Pânico, e eu aproveito para ver se via o meu amigo.
E quando vejo ele já estava com soro, e com outras coisas que eu n conseguia ver o que eram.
Fiquei extremamente preocupada, como calculam.
Da sala de pânico sai logo uma que também devia pensar que estava a falar lá com os filhos dela e começa assim para mim: “ Tu não podes entrar aqui, mas isto dito aos berros”
Aí passei-me e disse-lhe que não a conhecia de lado nenhum, se ela julgava que estava a falar com os filhos dela, e que não lhe admitia faltas de educação, e que para já não tinha entrado, tinha aproveitado para espreitar porque à 3 horas q ninguém me dizia nada do meu doente.
Ela continuou a gritaria e eu disse-lhe que falasse baixo e com modos.
Aí falei mais alto que ela.
Sabem, já aprendi uma coisa, com gente desta tem que se falar a mesma linguagem que eles, se não, não entendem. A educação não é de forma nenhuma, mediadora deste tipo de conversas.
Ás tantas vem logo outra mulher que disse para eu me acalmar: “ Ao q respondi, impossível, com bestas destas a enervarem as pessoas não dá. A pessoa já está preocupada com o seu paciente, e ainda tem que apanhar com isto na rifa”
Mas, lá tive que voltar novamente para a sala de espera, porque o segurança me “coagiu” a tal “ agarrando-me num braço”, aí dei-lhe um safanão e disse-lhe que não admitia q me tocasse, que não lhe reconhecia autoridade para tal.
Note-se ,que para mim, isto parece-me um regime de prisão, mas fiz o que me mandaram e fiquei a aguardar.
De repente, entra uma senhora pelo hospital adentro a pedir ajuda, pois tinha a filha no carro a ter um ataque epiléptico.
Pensam que alguém se importou com isso, continuavam para trás e para a frente como se nada fosse.
Até que a Sr.ª extremamente aflita volta a pedir socorro, mas o problema daquelas bestas era quem lá iria buscar a miúda com uma cadeira de rodas.
Discutiam uns com os outros porque ninguém lá queria ir. Até que finalmente, lá se resolveram a ir buscar a rapariga.
Até que lá levaram a miúda para a "Sala de Pânico".
COM MORFINA! Encontrava-se um Sr. um bocado distante de nós a agonizar de dores e este soro e esta morfina destinavam-se a esse paciente e não ao meu amigo.
Finalmente, as “Reais inteligências” aperceberam-se do erro, e quem veio tirar as agulhas e o soro, ainda acho muito engraçado proferir a seguinte frase a rir:
“Ah, teve quase a sair daqui com uma grande pedrada”.
Isto é uma total irresponsabilidade para com as pessoas, conforme foi morfina e soro, podia ter sido outra coisa que o matasse e depois de quem era a responsabilidade?
No fim de estar despachado já com a receita na mão, ainda tive que ser eu a empurrar a cadeira de rodas até cá fora ao guichet!
Afinal que país é este? Que sistema de Saúde é este?
Saudações Diabólicas


























